Gás natural: de patinho feio a solução energética limpa

Menos agressiva ao meio ambiente, o gás natural é hoje a fonte de energia fóssil que mais cresce no mundo

Historicamente, o gás natural foi considerado mais como uma dificuldade para a produção do petróleo. Isso ocorre porque quando uma reserva de petróleo é descoberta, o gás natural associado pode estar dissolvido no petróleo ou formando uma espécie de capa no reservatório. Essa situação exigia uma série de procedimentos de segurança que encareciam e complicavam as atividades de prospecção. Além disso, a monetização de reservas de gás natural requer investimentos em infraestrutura que assegurem o escoamento da produção até o mercado consumidor. Uma vez que não há alternativas ao escoamento da produção do gás natural, como é o caso do petróleo que pode ser exportado diretamente da plataforma através de navios, é crucial um ambiente de negócios favorável para garantir os investimentos necessários em toda a cadeia.

Com o tempo, porém, novos investimentos no setor tornaram o gás natural uma opção atrativa e complementar ao petróleo. Menos agressiva ao meio ambiente, é hoje em dia a fonte de energia fóssil que mais cresce no mundo.

Resultante da decomposição de matéria orgânica durante milhões de anos, o gás natural é encontrado no subsolo em rochas porosas protegidas por uma camada impermeável. Durante as primeiras etapas de decomposição, a matéria é transformada em petróleo e durante as etapas finais, em gás natural, que pode ser encontrado associado ao petróleo ou em campos isolados.

As reservas de gás natural no Brasil

No Brasil, o gás é normalmente encontrado associado ao petróleo, e a maior parte das reservas está localizada no mar, e não em terra, principalmente nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

As reservas do pré-sal representam hoje o maior potencial para a produção de gás natural no Brasil. Se em 2012 sua contribuição para a produção total de petróleo e gás natural no país era inferior a 10%, hoje ele já responde por mais da metade da produção nacional.

Porém, de acordo com dados do Plano Nacional de Energia 2030, a participação das termelétricas movidas a gás natural deve aumentar a curto e médio prazos. Uma vez que sua operação é complementar às hidrelétricas e elas são ligadas em momentos de aumento do consumo de energia ou de redução da disponibilidade de água nas represas, elas são responsáveis por mitigar o risco de apagão em casos de seca ou estiagem.

O estudo também aponta como ponto positivo do suprimento de gás natural para geração termelétrica no Brasil a oferta total de gás disponível em volume suficiente para atendimento do mercado brasileiro. Tal oferta inclui tanto as reservas domésticas de gás quanto a importação desse recurso. Além disso, é possível destacar a disponibilidade de infraestrutura física para escoamento da oferta (produção e importação) até os mercados consumidores atuais e o potencial da geração térmica de promover a expansão do mercado ao impulsionar o uso do gás natural em outras aplicações, como nos setores industrial, de comércio e de serviços de transporte.

Portanto, o crescimento do mercado de gás natural, além dos impactos ambientais reduzidos, representa um potencial significativo no desenvolvimento regional. Os investimentos no setor promovem o aumento na arrecadação de impostos, a geração de empregos e a movimentação do comércio e dos serviços locais.

A versatilidade do gás natural

Quando extraído do reservatório, o gás natural pode ser utilizado em diversos setores com fins energéticos e não-energéticos: como fonte energética para a indústria e para a geração de energia elétrica, ou ainda como matéria-prima nas indústrias petroquímica (plásticos, tintas, fibras sintéticas e borracha) e de fertilizantes, como combustível veicular, no comércio, serviços e residências.

Uma tecnologia recente conhecida como gas to liquid, GTL, permite ainda que o gás natural seja transformado em derivados de petróleo, como gasolina, diesel e outros, porém com processos e resíduos mais limpos.

A capacidade de dispersão em casos de vazamento e a baixa emissão de poluentes em toda cadeia produtiva são outros pontos positivos do gás natural quando nos referimos à segurança e saúde do usuário final.

Gás natural também tem importância na produção de energia limpa

Já como forma de combustível para automóveis, o gás natural veicular (GNV) desponta como combustível com custo competitivo e de queima limpa com capacidade de reduzir as emissões de enxofre e óxidos de nitrogênio. Dessa forma, o gás natural pode ser considerado uma solução para a mitigação da poluição do ar nas grandes cidades.

Por outro lado, a Agência Internacional de Energia estima que a demanda por gás natural para a produção de energia elétrica no mundo se manterá em expansão pelos próximos anos, devido à substituição de outros combustíveis fósseis mais poluentes, como o carvão e os derivados de petróleo.

Adicionalmente, similar com a sua relação com a geração hídrica, o gás natural é uma alternativa como fonte complementar em relação à produção de energia solar e eólica em casos de condições adversas de insolação e vento. Outra participação do gás natural na produção da energia solar é no processo de fabricação das placas solares que são feitas de resina de copolímeros, cuja matéria prima é o petróleo. E se formos para o estado da arte da tecnologia de placas solares, as chamadas placas fotovoltaicas orgânicas, que são flexíveis, dobráveis e produzidas em rolos de forma cada vez mais barata, o próprio material que converte a luz e o calor do sol em eletricidade é um derivado do petróleo, chamado de polímero fotossensível.

Fonte: Alem da superfície

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O primeiro navio híbrido abastecido a gás natural liquefeito das Américas

A Harvey Gulf, empresa norte-americana de transporte marítimo, selecionou uma solução Wärtsilä para o primeiro retrofit híbrido de navio de suprimento de plataformas nas Américas.

Uma instalação de retrofit híbrida, com uma solução de armazenamento de energia do grupo de tecnologia Wärtsilä, aumentará a eficiência e o desempenho ambiental da embarcação Harvey Energy, pertencente à Harvey Gulf, disse a empresa nesta terça-feira. O navio é o primeiro abastecido a GNL e será o primeiro híbrido adaptado para PSV nas Américas. O pedido com a Wärtsilä foi realizado em abril de 2019.

“A empresa também encomendou um sistema de baterias da GE para o Harvey Supporter”, comentou o CEO da Harvey Gulf, Shane Guidry.

“Temos o prazer de trabalhar com a Wärtsilä e a GE para fornecer os dois primeiros sistemas de baterias da América para navios de serviço de petróleo e gás”, acrescentou ele.

De acordo com a Harvey Gulf, a instalação de uma solução híbrida de bateria de 1450 kW da Wärtsilä reduzirá as emissões de escape do navio, o consumo de combustível e o nível de ruído. Espera-se que as economias totais de custo de combustível estejam na faixa de 10 a 20%. A capacidade da bateria será suficiente para navegar dentro e fora do porto com energia elétrica, ao mesmo tempo em que fornece energia elétrica para o hotel quando atracada, o que reduzirá os níveis de ruído e poluição na área do porto.

Além disso, a capacidade de operar com energia da bateria ajudará na capacidade de manobra durante operações críticas de posicionamento dinâmico (DP) na plataforma offshore.

Incluídos na solução estão o Energy Storage System, o Energy Management System, o transformador e o drive, todos montados dentro de um único contêiner. O projeto também incluirá a integração com os sistemas existentes de distribuição de energia Wärtsilä, gerenciamento de energia e automação integrada. O equipamento Wärtsilä está programado para entrega em dezembro de 2019.

“Fizemos uma parceria com a Wärtsilä há vários anos devido à sua experiência significativa em tecnologia de motores a GNL e motores bicombustíveis, que se encaixam muito bem com a missão da Harvey Gulf de ter a frota mais eficiente em termos de combustível de embarcações de suprimento de plataformas nas Américas. Quando decidimos aprimorar essas características instalando a tecnologia híbrida, a Wärtsilä foi a escolha natural ”, disse Shane Guidry.

“Além disso, o excelente conhecimento da Wärtsilä sobre nossa empresa e nossos negócios resultou em um suporte de serviço muito forte após a entrega da embarcação. Esse suporte se comprovou em zero tempo de inatividade não programado nos cinco PSVs movidos a GNL na frota de Harvey Gulf. Acreditamos que nosso projeto mútuo terá um impacto considerável no mercado e impulsionará o impulso ambiental em direção a soluções sustentáveis ​​no mercado offshore ”.

As soluções híbridas da Wärtsilä são baseadas em um módulo de energia híbrido totalmente integrado. Isso combina motores, um sistema de armazenamento de energia usando baterias e componentes eletrônicos de potência otimizados para trabalhar juntos através de um sistema de gerenciamento de energia desenvolvido pela Wärtsilä. Enquanto a Harvey Energy será o primeiro PSV nas Américas a ter um retrofit híbrido, a Wärtsilä já completou uma série de retrofits híbridos para PSVs na Europa.

Fonte: clickopetroleoegas

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INFORMATIVO ABENDI/ABNT DIFERENÇAS ENTRE OS PROFISSIONAIS SNQC e SNT-TC-1A (ASNT)

Revisão norma ABNT NBR NM ISO 9712


A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou, em 19 de fevereiro, a norma ABNT NBR NM ISO 9712:2014 – Ensaios não destrutivos – Qualificação e certificação de pessoal em END, que revisa a edição de 2007.

Esta Norma Mercosul especifica os requisitos necessários para a qualificação e certificação de pessoas para realizar ensaios não destrutivos (END) industriais. O documento será válido a partir de 19 de março. A norma também não é de domínio público, ou seja, é necessário comprá-la na ABNT.

A ENDi almeja que realmente todos os setores industriais do Brasil utilizem somente profissionais qualificados segundo os requisitos desta norma. Pois o processo de qualificação do Inspetor é por terceira parte, ou seja, por um órgão independente, neste caso, a Abendi.

Mas infelizmente temos tido um aumento absurdo de empresas que estão utilizando a norma SNT-TC-1A, da ASNT, para qualificar seus próprios empregados inspetores. No Brasil ainda temos algumasNão que não hajam empresas sérias e que fazem cumprir todos os requisitos da SNT-TC-1A, mas o que você pensa em termos de confiabilidade, quando uma empresa de inspeção encaminha um inspetor por ela mesmo qualificado para dar um laudo técnico do seu equipamento? Ou seja, ela mesmo treina e ela mesmo qualifica o inspetor. Imagine se as faculdades tivessem o poder dar o título de “advogado” a seus alunos recém graduados em direito. O que você acha?

Vamos a um pequeno exemplo de comparação dos processos de qualificação.

Um Inspetor qualificado pelo SNQC/Abendi em LP-N2 teve OBRIGATORIAMENTE que:

  • participar de 64 horas de treinamento teórico/prático em um centro reconhecido pela Abendi;
  • teve que comprovar no mínimo 4 meses de experiência prática no método (176 horas/mês x 4 meses = 704 horas);
  • teve que realizar exame de acuidade visual com médico oftalmologista;
  • teve que comprovar escolaridade de nível técnico;
  • teve que passar 2 duas provas teóricas (Geral e Específica) aplicadas por órgão independente, neste caso a Abendi;
  • teve que passar 3 duas provas práticas aplicadas por órgão independente, neste caso a Abendi.

Para um Inspetor qualificado pela SNT-TC-1A da ASNT em LP-N2:

  • é RECOMENDADO que participe de 8 horas de treinamento teórico;
  • é RECOMENDADO que comprove no mínimo 140 horas de experiência prática no método (Abendi;
  • é RECOMENTDADO que comprove no mínimo 270 horas de experiência em geral com END’s;
  • é obrigatório que faça exame de acuidade visual, geralmente feito pelo profissional Nível 3 qualificado pela ASNT;
  • é obrigatório que passe por 2 duas provas teóricas (Geral e Específica) aplicadas por profissional Nível 3 qualificado pela ASNT;
  • que passe por provas práticas aplicadas por Nível 3 qualificado pela ASNT.

Nota: O profissional nível 3 qualificado pela ASNT é um contratado da empresa que está qualificando os seus empregados segundo as regras da SNT-TC-1A. Caso a empresa queira, também pode qualificar o seu próprio nível 3, para que as qualificações fiquem ainda mais no âmbito da empresa.


Fonte: http://www.abendi.org.br/ e ABNT

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Saiba como funciona a logística de transporte dos funcionários para as plataformas

Os funcionários chegam até as plataformas via helicópteros

O setor de óleo e gás brasileiro tem grande parte da sua operação feita em alto-mar, principalmente agora com o pré-sal. Para que seja possível a exploração e produção de petróleo e gás natural, as plataformas de petróleo são transformadas em pequenas cidades flutuantes aptas a receberem seus, em média, 150 funcionários.

Muito distantes da costa, as plataformas recebem seus suprimentos e funcionários por duas vias principais: marítimas, por onde chegam alimentação e equipamentos, por exemplo; e por ar, já que os funcionários chegam via helicópteros. Samuel Cunha, gerente de Logística & Suporte Operacional da Total E&P do Brasil, explica que a logística consiste em três pilares básicos: a base de apoio, barcos e helicópteros. A base é a responsável por armazenar materiais e carregar os barcos com os suprimentos para as plataformas. Alguns desses barcos têm deques para transporte de carga com dimensões comparáveis a de duas quadras de basquete e garantem o estoque alimentício, peças para manutenção e demais equipamentos. Os helicópteros, responsáveis pelo transporte humano, são máquinas possantes e que têm maior autonomia para garantir a segurança dos passageiros.

A importância dos aeroportos na logística do setor de óleo e gás


Inaugurado em 1971, o aeroporto de Jacarepaguá tem recebido investimentos nos últimos anos oriundos indiretamente do setor de óleo e gás. Cunha explica que desde a descoberta do pré-sal, a demanda local tem aumentado consideravelmente e, hoje, cerca de 85% dos 150 voos por dia têm destino offshore, principalmente na Bacia de Santos. Com esse aumento no fluxo de voos e passageiros, o aeroporto de Jacarepaguá vem passando por melhorias nos terminais e pistas. Já o aeroporto de Macaé, inaugurado em 1980, também tem ligação direta com o setor de óleo e gás, mas com destinos opostos. Diferente do de Jacarepaguá, é responsável pelo transporte até as plataformas localizadas na Bacia de Campos.

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Saiba as diferenças entre os tipos de lubrificantes

Fatores a serem considerados na escolha do lubrificante: o tipo de óleo básico utilizado, quais e em qual quantidade de aditivos foram usados na formulação e a viscosidade

Os lubrificantes são compostos formados por óleos básicos e aditivos e sua principal função é evitar o contato entre as superfícies metálicas, diminuir o atrito e o ruído entre as partes do motor, prevenindo assim o desgaste das peças. Além disso, o lubrificante também protege o motor contra corrosão, refrigera, atua na manutenção da temperatura, na limpeza interna e vedação do motor. Outra importante função do lubrificante é fornecer informações, via análise, das condições do equipamento.

Para compreender melhor os diversos tipos de lubrificantes existentes no mercado, deve-se levar em consideração três fatores importantes: o tipo de óleo básico utilizado, quais e em qual quantidade de aditivos foram usados na formulação e a viscosidade. A partir desses três parâmetros, o óleo lubrificante pode ser classificado quanto ao seu desempenho e melhor adequação ao tipo de motor ou equipamento industrial.

Conheça as classificações

Tipos de óleo básico

Mineral: são obtidos da separação dos componentes do petróleo durante o processo de refino, caracterizando-se por uma mistura de hidrocarbonetos.

Sintético: os óleos básicos sintéticos são obtidos em plantas petroquímicas por reação química, havendo, assim, maior controle em sua fabricação. Esse processo permite a obtenção de vários tipos de produtos, com diferentes propriedades e, por isso, são mais estáveis e com maior resistência ao envelhecimento. Alguns básicos são chamados de sintéticos mesmo tendo sua fabricação iniciada no processo normal de refino do petróleo, porém passam depois por transformações químicas.

Semissintético: são fabricados por meio de mistura em proporções variáveis de básicos minerais e sintéticos, buscando atender às especificações dos fabricantes de motor. Dessa maneira, associam uma otimização de custo, uma vez que as matérias-primas sintéticas possuem custo mais elevado do que aquelas de base mineral.

Desempenho

As classificações de desempenho de um óleo de motor são normalmente dadas por órgãos especializados, como o API (Instituto Americano de Petróleo), a ACEA (Associação dos Construtores Europeus de Automóveis), a JASO (Organização Japonesa de Padronização), além de especificações próprias dos fabricantes de veículos. Os formuladores vão balanceando os aditivos que controlam as funções principais dos lubrificantes até chegarem à fórmula adequada cada uma das especificações de desempenho exigidas pelos fabricantes. Por isso, a forma mais garantida de não errar na escolha do óleo para o motor do seu carro é seguir as instruções do fabricante quanto à manutenção e conservação geral do veículo.

Viscosidade

Por ser a mais conhecida do usuário, é muito comum as pessoas comprarem o óleo considerando apenas a viscosidade, quando na verdade deve-se levar em consideração todos os três aspectos.
A viscosidade está diretamente relacionada ao óleo básico utilizado ou a mistura de óleos, e vai determinar a capacidade do óleo final de escoar pelas partes internas do motor, dependendo da temperatura em que se encontra. Por exemplo, quando está muito frio o óleo naturalmente se torna mais viscoso e no calor fica muito fluido. Um óleo muito viscoso oferece maior resistência ao funcionamento do motor podendo consumir mais combustível. Por isso, os fabricantes dos motores modernos têm optado por óleos menos viscosos, porém, com o cuidado de possuírem uma película resistente ao atrito e à evaporação, o que leva à preferência por óleos sintéticos e semissintéticos.

A entidade que classifica a viscosidade dos óleos é a SAE (Sociedade de Engenheiros Automotivos), que utiliza números e a letra W (relativa a Winter, Inverno em inglês, para os casos de baixas viscosidades). A SAE estabelece padrões diferentes para viscosidades a baixas e altas temperaturas. Assim, será comum encontrar, por exemplo, um óleo classificado como 5W30, em que o 5W indica o grau de viscosidade a baixa temperatura e o número 30 o grau de viscosidade a temperatura elevada. Esse tipo de óleo é chamado de multigrau e é mais eficaz na lubrificação do motor no momento da partida e mantém sua qualidade mesmo quando a temperatura do motor se eleva.

As embalagens dos produtos devem conter todas as informações necessárias para que o óleo possa ser enquadrado nas três classificações acima. Também devem informar a forma correta de aplicar o produto, os cuidados com o manuseio e orientações para o descarte apropriado da embalagem e do próprio óleo após o uso.

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Energia que vem do fundo do oceano: saiba como funciona uma plataforma de petróleo em alto mar

Saiba como funciona uma plataforma de petróleo

Quando abastecemos nosso carro ou compramos novas escovas de dente, estamos consumindo produtos derivados do petróleo. Mais presente no cotidiano do que podemos imaginar, o petróleo precisa de um longo processo de exploração e produção até chegar nos postos de combustíveis ou nas gôndolas da farmácia em forma dos mais variados produtos.

A primeira imagem que vem à cabeça quando pensamos em exploração e produção de petróleo são as plataformas no meio do mar, mas o que vemos é apenas uma pequena parcela do gigantesco mundo que se esconde a quilômetros de distância da costa.

Para cada profundidade, um tipo de plataforma

Dependendo da profundidade em que se encontra a reserva de petróleo, as plataformas podem ser fixas ou flutuantes (nessa categoria, encontram-se as plataformas chamadas semissubmersíveis, FPSO (Unidade Flutuante de Armazenamento e Transferência) e a TLWP (plataforma de pernas tensionadas). Para poços a até 300 metros de profundidade, usa-se plataformas fixas, que ficam ligadas ao subsolo oceânico por ‘pilares’. Para profundidades superiores a 300 metros, faz-se necessário o uso de plataformas flutuantes. Esse tipo possui cascos como os de um navio e é o modelo mais utilizado para produzir na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, onde se chega a quase 2 mil metros de profundidade.

Diferente das plataformas fixas, as plataformas flutuantes não têm pilares presos ao fundo do mar, mas isso não quer dizer que elas ficam à deriva no oceano. Âncoras especiais ficam cravadas no solo oceânico. Feitos de poliéster (um material derivado do petróleo), os cabos de ancoragem ajudam a manter a plataforma em sua localização, em cima dos poços de onde extrai o petróleo.  As plataformas flutuantes também precisam de uma estrutura que garanta a estabilidade necessária para a operação e, para isso, tecnologias avançadas são utilizadas para que as embarcações se ajustem de forma segura à ondulação do oceano.

O processo de exploração e produção

No solo oceânico, na chamada boca do poço de petróleo, encontra-se a ‘árvore de natal molhada’ que é um equipamento enorme e de altíssima tecnologia, composto por um conjunto de válvulas responsável por centralizar as tubulações que penetram no subsolo em vários pontos de extração do poço. A partir dessa instalação, uma mistura de gases, petróleo e água que sai do poço é enviada para a plataforma. Esse percurso pode atingir mais de 2 quilômetros de extensão.

Assim que chega, essa mistura é separada por uma série de equipamentos e cada elemento tem um destino: a água, depois de tratada, é devolvida limpa ao mar; o petróleo e o gás natural são mandados para a costa e os gases não aproveitados são queimados ou reinjetados nos poços por meio de uma tecnologia que ajuda a reduzir a emissão de CO2 na atmosfera e a proteger o meio-ambiente.

O gás natural é levado até a costa por meio de gasodutos fixados no fundo do mar, que chegam a percorrer mais de 120 quilômetros. Caso não seja possível a construção dos dutos, o gás natural passa por um processo de liquefação para ser transportado, chegando a atingir 160 graus abaixo de zero. Através deste processo, consegue-se reduzir o volume em até 600 vezes, ajudando no transporte via navios metaneiros. Quando chega no porto, esse material é encaminhado a terminais de armazenamento e regaseificação para distribuição.

Já o petróleo pode ser enviado por oleodutos ou retirado por embarcações. Nesse caso, ele pode ser estocado em um tanque flutuante que fica fixado a cerca de 2 quilômetros da plataforma.

Tecnologia a favor da segurança dos funcionários

Antes, a vistoria das tubulações e dos cascos era feita por mergulhadores. Hoje, com avanços tecnológicos, a maior parte da inspeção emanutenção é feita remotamente por robôs. A limpeza do interior das tubulações também segue o mesmo padrão tecnológico.

O dia a dia dos funcionários nas plataformas

Diariamente, o heliponto, localizado na área mais segura da plataforma, recebe funcionários que ficarão ‘hospedados’ por aproximadamente 14 dias consecutivos trabalhando no cidade flutuante. Para recebê-los, uma estrutura de restaurantes, dormitórios, academia de musculação, sala de TV e de jogos é montada para lhes garantir o maior conforto.  

Para começar a produzir petróleo em um novo campo, leva-se até 10 anos, e depois se passa cerca de 30 anos produzindo a sua reserva. Além de tempo, o processo de exploração e produção de cada plataforma envolve milhares de pessoas que, direta e indiretamente, trabalham dia e noite no setor de óleo e gás.

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Conheça o Marem: Mapeamento Ambiental para Resposta de Emergência no Mar

Todos os dados e informações gerados pelos projetos são consolidados em um banco de dados que permite uma análise detalhada e ágil da região ocasionalmente afetada por um derramamento de óleo

Além das suas dimensões continentais, o Brasil possui uma imensa costa voltada para o Oceano Atlântico com mais de 7 mil quilômetros. Essa magnitude também existe na biodiversidade de fauna e flora presentes.

Pensando em preservar esse bioma, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais, o Ibama, assinaram um Acordo de Cooperação Técnica para a capacitação e aprimoramento do processo de avaliação de impactos ambientais e o aperfeiçoamento da gestão ambiental ligados ao setor de óleo e gás.

Todos os dados e informações gerados pelos projetos são consolidados em um banco de dados que permite uma análise detalhada e ágil da região ocasionalmente afetada por um derramamento de óleo. Esse banco de dados recebe o nome de Mapeamento Ambiental para Resposta de Emergência no Mar, conhecido também como Marem.

O Acordo é responsável pela criação de dois projetos: um de Proteção e Limpeza da Costa e outro de Proteção à Fauna. Ambos atuam no levantamento de dados ambientais do litoral e ilhas costeiras do Brasil e funcionam como suporte para planejamento e gestão de uma operação de resposta a acidentes que envolvam derramamento de óleo no mar. Esse trabalho é realizado por uma equipe multidisciplinar e que é referência no assunto. Dentre os objetivos dos programas, está:

– a identificação de trechos da costa que devem ser prioritariamente protegidos;
– avaliação de condição de acesso para equipes operacionais;
– apresentação de estratégias recomendadas para a proteção da costa e limpeza do litoral;
– identificação de espécies vulneráveis e que devem ser prioritariamente protegidas;
– identificação de áreas que devem ser prioritariamente protegidas;
– criação de banco de dados com informações georreferenciadas que serviriam como guia estratégico no caso de uma emergência.

O Coordenador do MAREM e Gerente de Sustentabilidade, Segurança e Resposta a emergência da Equinor Brasil, Diogo Sandy completa que, “a partir do MAREM, a indústria de exploração e produção de óleo e gás e as autoridades competentes passam a contar com uma importante ferramenta para o planejamento, priorização de ambientes, espécies e áreas a serem protegidas, bem como para a tomada de decisão mais eficiente das melhores estratégias de respostas a serem adotadas em caso de acidentes, visando a máxima proteção ao meio ambiente”


Desde que foi assinado em 2013, o Acordo de Cooperação Técnica já mapeou 19 estados, 282 municípios, 2.139 localidades litorâneas e 1.006 ilhas costeiras. Sobre a fauna, já foram coletadas informações de 4.343 espécies, sendo 120 espécies e 78 áreas consideradas prioritárias.

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PD&I: a sigla por trás do sucesso da indústria petrolífera

No país, a Cláusula de PD&I, criada em 1998, determina que os concessionários destinem de 0,5% a 1% de suas receitas brutas anuais a pesquisa sobre petróleo e desenvolvimento

As atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural (E&P) no pré-sal no Brasil começaram há pouco mais de dez anos. Mesmo em tão pouco tempo, o pré-sal já é hoje responsável por 60% de toda a produção petrolífera do país.

Como isso foi possível? Para alcançar esses resultados, foram necessários, além de muito trabalho e dedicação, investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

No país, a Cláusula de PD&I, criada em 1998, determina que os concessionários destinem de 0,5% a 1% de suas receitas brutas anuais a pesquisa sobre petróleo e desenvolvimento, de acordo com o tipo de contrato. Até o início de 2017, o total de investimentos em PD&I superou R$ 12 bilhões.

Mesmo antes da cláusula, a Petrobras já investia percentuais semelhantes em pesquisa sobre petróleo e gás natural, por exemplo. Isso assegurou seu desenvolvimento no pós-sal e forneceu à companhia as ferramentas para atuar na nova fronteira.

Parcerias em tecnologias inovadoras

O investimento permitiu desenvolver soluções que poupam tempo e reduzem custos na atividade em águas profundas. Injeção alternada de água, completação inteligente e processos de separação e reinjeção de CO2 são algumas delas, conta Paulo Roberto Barreiros Neves, gerente do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes).
Com cerca de 1.000 projetos em carteira, o Cenpes tem 200 laboratórios, onde trabalham 2 mil pessoas. E mais trabalho está a caminho, já que o Plano de Negócios e Gestão 2018-2022 da Petrobras prevê cerca de US$ 3 bilhões para PD&I.

Uma das tendências globais é o desenvolvimento de tecnologias inovadoras em parceria. “Já atuamos com parceiros, pois a tarefa de desenvolver tecnologias para reduzir o custo de produção é bem grande. No momento, um dos desafios é incorporar as ações relacionadas à transformação digital”, explica o gerente do Cenpes.

Noruega mantém foco em PD&I

Com 50 anos de atuação em águas profundas e sendo um reconhecido pólo de tecnologias inovadoras em petróleo, a Noruega também mantém firme o foco em PD&I. Rune Andersen, cônsul de Ciência e Tecnologia do Inovation Norway no Brasil, explica que as atividades de óleo e gás respondem por 14% do PIB da Noruega e 40% do total de exportações.

O governo norueguês trata o setor com deferência, destinando a ele financiamentos e incentivos fiscais. E os resultados têm estado à altura dos investimentos. O fator de recuperação de óleo está em 47%, bem acima da média mundial, que é de 30%. A produção norueguesa atualmente está em torno de 2 milhões de barris de petróleo por dia.

Embora o país tenha muitos campos maduros, estudo desenvolvido pelo OG21 – conjunto de estratégias para tecnologia no setor petrolífero na Noruega – estima que, até 2050, 17 bilhões de barris de óleo equivalente serão descobertos na plataforma continental norueguesa. O OG21 é integrado por empresas de petróleo, fornecedores de equipamentos e serviços, universidades e órgãos do governo.

“Tecnologia e PD&I devem estar sempre integradas à atividade do setor de óleo e gás. É necessário promover a inovação, pois o setor caminha sempre muito rápido”, avalia Andersen.

* Essa matéria foi produzida durante a Rio Oil & Gas 2018

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O que significam as siglas dos poços/embarcações?

Você já deve ter reparado que os poços de óleo e gás recebem um símbolo com letras e números, mas sabia que eles não são escolhidos aleatoriamente? A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) estipulou um significado para cada um deles. Essa nomenclatura foi criada para identificar, ordenar, classificar e indicar o ambiente do poço exploratório e a sua localização geográfica.

Veja abaixo como identificar esses poços:

Regras para nomenclatura de poços exploratórios

O primeiro número representa a finalidade do poço e segue a seguinte especificidade:

  • 1: Poço pioneiro
  • 2: Poço estratigráfico
  • 3: Poço de extensão
  • 4: Poço pioneiro adjacente
  • 5: Poço para jazida mais rasa
  • 6: Poço para jazida mais profunda

Uma sigla indica de qual empresa é a operação. A Petrobras, por exemplo é BRSA;

Uma ordem de perfuração fornecida pela ANP. Exemplo: 1244 foi o 1244º perfurado pela ANP naquela área;

A letra seguinte é correspondente ao tipo de perfuração de acordo com a geometria do poço:

  • Poço vertical: nesse caso, não constará uma letra na nomenclatura
  • Poço direcional: D
  • Poço horizontal: H
  • Poço partilhado ou multilateral: P
  • Poço repetido: Outras letras do alfabeto com exceção de D, H e P.

Em seguida, vem a sigla do estado onde o poço está localizado. Exemplo: SP para São Paulo, RJ para Rio de Janeiro. Quando tiver um ‘S’ depois do estado significa que é um ambiente submarino/marítimo.

Então, de acordo com as regras anteriores, o exemplo “3-BRSA-1244-SES” seria: um poço de extensão, Petrobras é a operadora, 1244º poço perfurado na área, localizado em Sergipe e marítimo).

Regra para nomenclatura de poços produtores:

O primeiro número representa o código da finalidade do poço:

  • 7: Poço de produção
  • 8: Poço de injeção
  • 9: Poço especial

Em seguida vem a sigla do campo produtor. Por exemplo, “LL” para o “Campo de Lula”;

Uma ordem de perfuração fornecida pela ANP. “38” significa que ele é o 38° campo autorizado pela Agência;

O tipo de perfuração definido pela geometria é representado por letras do alfabeto:

  • Poço vertical:  nesse caso, a letra não constará na nomenclatura
  • Poço direcional: D
  • Poço horizontal: H
  • Poço partilhado ou multilateral: P
  • Poço repetido: Letras do alfabeto com exceção de D, H e P.  
  • Em seguida, consta a sigla do estado que o poço está localizado. Exemplo: SP para São Paulo, RJ para Rio de Janeiro. Quando tem um ‘S’ depois do estado significa que é um ambiente submarino/marítimo;

Em um exemplo, o “8-LL-38D-RJS” seria um poço de injeção, localizado no campo de Lula, é o 38º poço perfurado após a criação da ANP, do tipo direcional, localizado no Rio de Janeiro e é uma operação marítima.

Fonte: www.alemdasuperficie.org

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Como funciona a energia eólica?

A energia eólica é produzida a partir da da energia cinética do vento, ou seja, das massas de ar em movimento. Além do vento, a energia solar é essencial para que em conjunto movimentem as pás captadoras. O uso da energia eólica é uma importante fonte de energia renovável no cenário de transição energética que o mundo está inserido. É estimado que até 2040, 46% da energia brasileira seja oriunda de fontes renováveis.

O setor de óleo e gás na produção de energia de fontes renováveis

O setor de óleo e gás se faz presente com o fornecimento de matéria-prima para os equipamentos geradores de energia eólica. Os aerofólios das turbinas contêm espuma e laminações externas feitas de resina de epóxi ou poliéster que são reforçadas com fibra de vidro. Esse vidro é produzido a partir da fusão dióxido de silício e outros óxidos minerais e é aquecido em fornos alimentados por gás natural. Já as resinas são feitas com etileno derivado de hidrocarbonetos. Os mais comuns são a nafta, gás liquefeito de petróleo (GLP) ou o etano em gás natural.
Além disso, toda a estrutura da tecnologia precisa ser impermeabilizada com resinas que utilizam etileno, um derivado do petróleo. Outro produto originário do setor de óleo e gás é o lubrificante utilizado nas caixas de engrenagem das turbinas.

Conheça o processo da energia eólica

Para instalar os geradores de energia eólica, é necessária a criação de parques eólicos. Esses parques precisam ser localizados onde haja uma densidade da massa de ar igual ou maior a 500 watts por metro quadrado, em uma altitude de 50 metros, e a velocidade do vento tem que ser de 7 a 8 metros por segundo.

A construção dos parques eólicos precisa da realização de Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) que são indispensáveis para a definição exata da localização em termos estratégicos e socioambientais.

Fonte: site alem da superficie

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