A VERDADE SOBRE CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL

Jair Brasil 9 de maio de 2019 0 Comments

Temos acompanhado a discussão sobre a questão de certificadoras estrangeiras no país.
Inicialmente, um esclarecimento. São considerados “sistemas internacionais” apenas aqueles baseados em Normas ISO e legalmente estabelecidos.
Sistemas como ASNT , NACE, CSWIP, AWS, entre outros, são sistemas “estrangeiros”, praticados em seus países de origem e em outros ao redor do mundo. Em alguns casos, podem até ter ampla aceitação, mas não podem ser considerados sistemas internacionais.
Lembramos que “os Sistemas Nacionais – SNQC” tiveram origem no SEQUI/Petrobras, no final dos anos 70, e posteriormente migraram para as entidades :
END & Inspeção/ABENDI, Soldagem/FBTS, Pintura/ABRACO, Laboratorista de Concreto/IBRACON e Manutenção/ABRAMAN.

O SENAI Solda RJ também tornou-se um OPC com a modalidade de soldador de polietileno.


A ABENDI foi fundada em 1979 e em 1981 iniciou os trabalhos de implementação do SNQC END E AMPLIAÇÃO PARA VÁRIOS SEGMENTOS INDUSTRIAIS NO BRASIL .
No caso específico de END, o sistema NACIONAL é ISO 9712, norma que está sendo utilizada praticamente em todos os países, inclusive no Reino Unido.
Lá o “sistema nacional” é o PCN do BINDT – Instituto Britânico de END.
Lembrando ainda que o SNQC END – ABENDI tem acordo de mútuo reconhecimento com 43 países. Isso só é possível porque trabalhamos com uma Norma ISO, a 9712. Fazemos parte de um Acordo Internacional, inclusive somos auditados periodicamente, o que só reforça a qualidade e o comprometimento de nosso sistema de certificação.


As OPC´s ABENDI, ABRACO, ABRAMAN, FBTS e IBRACON são, além de certificadoras, entidades técnicas comprometidas com o desenvolvimento tecnológico do País e tem um cunho institucional muito forte, pois não são “empresas” de certificação com cunho meramente COMERCIAL . A Abendi, por exemplo, cumpre esse papel institucional com forte ação junto aos seus associados, promovendo a responsabilidade social por meio de bolsas para suas diversas atividades desenvolvidas.
Em tempos de crise, essas ações são primordiais para a manutenção das qualificações dos profissionais envolvidos.
Os sistemas NACIONAIS, são mundialmente reconhecidos.
As empresas certificadoras ESTRANGEIRAS tem o foco no resultado financeiro e não há nada de errado nisso, pois são empresas PRIVADAS; porém não visam a difusão do conhecimento e fixação da tecnologia no país , e , como já aconteceu no passado, ao primeiro sinal de retração do mercado são as primeiras a transferir seus “escritórios” para outros países.
Temos observado que um grande número de profissionais certificados em modalidades como, por exemplo, Inspetor de Soldagem pela FBTS, tem buscado outras certificações estrangeiras (CWI ou CSWIP) mesmo para atuar no Brasil, o que absolutamente não é necessário.

Lembrando a todos que para essas cetificações internacionais , poderem atuarem no pais legalmente, deverão atender a uma Norma ISO e NBR para serem acreditadas no país que atuarem, por exemplo: no Brasil essas certificadoras deverão ser acreditadas como OPC de acordo com INMETRO.
Lembramos que recentemente as Entidades Certificadoras constituíram uma Rede de Certificação, com o objetivo de buscar soluções conjuntas para aprimorar os sistemas de Certificação e aumentar a empregabilidade dos profissionais certificados.

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