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Angra 3 é viável ao ponto de entrar em operação sem participação de parceiro internacional, afirma presidente da Eletronuclear – Especialistas de Inspeção

Angra 3 é viável ao ponto de entrar em operação sem participação de parceiro internacional, afirma presidente da Eletronuclear

Cristiano Silva Cristiano Rosa 26 de maio de 2020 0 Comments

Angra 3 é viável ao ponto de entrar em operação sem participação de parceiro internacional, afirma presidente da Eletronuclear
“A participação de um parceiro internacional é um plus, mas não condição necessária. Ela é interessante por outras razões de negócio, que não as razões estritamente de natureza financeira”, defende Leonam Guimarães
por Guilherme Serodio 25 de maio de 2020.Em Mercado de gás, Setor elétrico, Transição energética
“O desafio para Angra 3 é buscar um modelo de negócios que minimize os custos”. Assim o presidente da Eletronuclear, Leonam Guimarães, rebate as críticas à construção da Usina Nuclear de Angra 3. Para ele, a interrupção das obras está fora de questão, mesmo com as incertezas do cenário atual sobre a economia nacional. Angra 3, diz, é um projeto de baixo risco, com previsibilidade de produção no longo prazo e que terá capacidade de atrair investidores assim que o modelo de negócios estiver definido.

“A participação de um parceiro internacional é um plus, mas não condição necessária. Ela é interessante por outras razões de negócio, que não as razões estritamente de natureza financeira. Aqui é importante ressaltar que a participação da Eletrobras pode trazer um benefício da redução da percepção de riscos para outros parceiros”, afirma o executivo.

Uma proposta do BNDES para a capitalização das dívidas relacionadas ao empreendimento já foi encaminhada para o Conselho do PPI poderia ter sido aprovaa em março, mas as reuniões foram postergadas em decorrência da covid-19. A solução dessa equação não interferiria no calendário atual das obras, uma vez que a próxima fase é amparada por um “programa de aceleração do caminho crítico do empreendimento”, desenvolvido entre a Eletronuclear a e Eletrobras e que prevê o início de aportes financeiros pela própria Eletrobras ainda no segundo semestre deste ano.

Leonam Guimarães acredita que mesmo com a pandemia de covid-19 mudando o cenário econômico, levando a uma redução na expectativa de crescimento da demanda de energia nos próximos anos, Angra 3 tem margem para entrar em operação comercial, em último caso, nos primeiros meses de 2027.

O câmbio está hoje entre as maiores incertezas do projeto, com impacto direto em 35% dos custos do empreendimento, previstos em euro.

O executivo diz não ver sentido em debates que sugerem que as obras não sejam concluída – tema levantado recentemente pelo Instituto Escolhas. O gás natural, afirma Leonam Guimarães, é uma opção com preço pouco previsível no longo prazo e cuja logística de escoamento a partir do pré-sal ainda não está resolvida, defende o executivo.

Na íntegra, a entrevista com o presidente da Eletronuclear, Leonam Guimarães
A conclusão da usina de Angra 3 está assegurada?

Construir ou não parece uma discussão fora de foco. Não construir significaria repassar uma perda muito grande, quase o mesmo valor necessário para concluir a obra, seria repassado para o contribuinte, porque as dívidas são com os bancos públicos, sem ter nenhum retorno.

Concluir a obra vai gerar retorno para o consumidor. O desafio não é concluir, mas buscar um modelo de negócio que minimize o preço dessa energia.

A estimativa de investimentos adicionais de R$ 14,5 bilhões é maior do que outras mencionadas no mercado. Isso não torna o projeto menos competitivo?

Não faz nenhum sentido esse debate de que o gás é mais barato, porque não estamos fazendo uma escolha do zero. Há um investimento já aplicado de quase R$ 12 bilhões.

Ouro ponto é que quando se compara com o gás você pressupõe uma disponibilidade de gás a preço baixo que não está garantida no longo prazo. A logística de transferir o gás do pré-sal não está resolvida do ponto de vista tecnológico, aliás, em lugar nenhum do mundo. O preço desse gás no futuro também é uma elucubração. Essa é uma discussão ideológica. A questão é fazer a obra minimizando o custo.

Mas o que pesa nesse orçamento ainda aberto?

O que se debate é o processo necessário que é a capitalização das dívidas. O BNDES entrou nesse tema e preparou um relatório que iria, no final de março, para o Conselho do PPI [Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos] para aprovação. Essa reunião não aconteceu e não há previsão de quando acontecerá.

Mas com a capitalização das dívidas se consegue reduções significativas no que foi apresentado ao CNPE [Conselho Nacional de Política Energética]. Aliás, aquele era um valor de referência, não o preço da energia final contratada. Isso vai depender de variáveis ao modelo de negócio que será adotado para o empreendimento.

O modelo de negócios para a atração de um parceiro internacional está pronto então?

A participação de um parceiro internacional é um plus, mas não condição necessária. Ela é interessante por outras razões de negócio, que não as razões estritamente de natureza financeira. Aqui é importante ressaltar que a participação da Eletrobras pode trazer um benefício da redução da percepção de riscos para outros parcela das forças políticas que veem a energia nuclear como uma alavanca para o desenvolvimento econômico.

Fonte: https://epbr.com.br/

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