A Maersk Supply Service ficará responsável pela pré-instalação do sistema de ancoragem do FPSO Sepetiba, unidade de produção que irá compor o projeto de Mero 2, localizado no cluster da Bacia de Santos.

Jair Brasil Jair Brasil 22 de junho de 2021 0 Comments
A Maersk Supply Service ficará responsável pela pré-instalação do sistema de ancoragem do FPSO Sepetiba, unidade de produção que irá compor o projeto de Mero 2, localizado no cluster da Bacia de Santos.

O grupo dinamarquês fechou contrato de EPCI com o consórcio de Libra (Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC) para executar o serviço, fornecendo todos os equipamentos.

Assinado em junho, o valor do contrato soma US$ 100 milhões. O negócio contemplará atividades de engenharia, suprimentos, construção e instalação offshore, com execução programada para o período de 2021 a 2022.

A campanha envolverá o pré-lançamento de 24 âncoras torpedo, em lâmina d’água de 2 mil m. Cada equipamento pesa cerca de 120 toneladas e possui 23 metros de comprimento.

Para apoiar o contrato, a Maersk Supply Service montará um time onshore com cerca de 20 profissionais. A proposta interna é ter um centro de excelência para soluções integradas no Brasil, seguindo o rastro da estrutura existente em Aberdeen, que conta hoje com cerca de 60 pessoas.

Ao longo de 2021, a Maersk Supply Service atuará focada no planejamento e no trabalho de engenharia e procurement da campanha de pré-instalação do sistema de ancoragem do FPSO Sepetiba. A etapa envolverá a aquisição das âncoras torpedo e amarras, devendo se estender por seis meses.

A meta é fechar todas as contratações do projeto nos próximos dois meses.

Já a etapa offshore terá início a partir de março de 2022. A Maersk Supply Service prevê que a campanha irá se estender por cinco a seis meses.

O lançamento das âncoras será executado com AHTS da frota da Maersk. Por enquanto, a empresa ainda não definiu qual barco será utilizado no contrato. Também não foi batido martelo sobre a base de apoio que será utilizada para dar suporte à operação.

O contrato com o consórcio de Libra marca o primeiro negócio de EPCI nesse segmento da Maersk no Brasil. A empresa dinamarquesa realizou outros serviços no país ligados à ancoragem , como a campanha de gestão do sistema de ancoragem do FPSO Fluminense, instalado nos campos de Bijupirá e Salema (Bacia de Campos), operados pela Shell.

Desde 2017, o grupo expandiu suas atividades, passando a atuar como fornecedora de soluções integradas, especializada em reboque, instalação de sistemas de ancoragem e instalação de grandes estruturas flutuantes, o que inclui também operações ligadas ao segmento de eólica offshore. A companhia já executou projetos integrados na África, América Latina e Europa para grandes empresas do setor de Energia.

Projetado para produzir 180 mil barris/dia de óleo, o FPSO Sepetiba está sendo construído pela SBM, na China. A previsão é que a unidade, cuja entrada em operação está prevista para 2023, chegue ao Brasil entre outubro e novembro de 2022.

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