A licitação da Petrobras para contratação de serviço de engenharia, preparação, remoção, destinação final e alienação das linhas flexíveis e dos sistemas de ancoragem armazenados no almoxarifado submarino (ALSUB) da Bacia de Campos promete desdobramentos e embates.

Jair Brasil Jair Brasil 1 de julho de 2021 0 Comments

A licitação da Petrobras para contratação de serviço de engenharia, preparação, remoção, destinação final e alienação das linhas flexíveis e dos sistemas de ancoragem armazenados no almoxarifado submarino (ALSUB) da Bacia de Campos promete desdobramentos e embates.

Embora o consórcio formado pela Empresa Construtora Brasil (Grupo Mota-Engil) e SEA Brasil tenha apresentado os melhores lances para os lotes A, B e C (A+B) com o valor de R$ 1,168 bilhão, o processo licitatório possivelmente será alvo de recursos.

A apresentação dos lances do leilão foi feita no dia 17 de junho.

Entre as empresas que disputaram a licitação do almoxarifado submarino da Bacia de Campos estão a Mota-Engil / SEA Brasil , TechnipFMC, Ocyan, SA Gestão, Belov, OceanPact e Zemax.

Voltada aos projetos de Corvina, Pargo A e B e Garoupinha, a licitação foi dividida em dois lotes não excludentes.

O lote A da licitação é direcionado à retirada das linhas flexíveis e aquisição das sucatas, enquanto o pacote B contempla toda a parte de remoção dos sistemas de ancoragem e aquisição do material. O lote C contempla as duas frentes.

O contrato despertou grande interesse do mercado. Somente no lote B, dez empresas participaram da disputa dos lances.

O lance final da Empresa Construtora Brasil (Grupo Mota-Engil) e a SEA Brasil para o lote C foi seguido de perto pelo consócio S A Gestão, com o valor total de R$ 1,168.5 bilhão.

A Ocyan teria apresentado a terceira melhor oferta, oferecendo preço total de R$ 1,169 bilhão.

Por enquanto, a Petrobras ainda avalia as ofertas finais, sem ainda divulgar a classificação das empresas no processo. A etapa de recurso será aberta após a comissão de licitação publicar a ordem de classificação dos proponentes.

Diante da pequena diferença de valores das propostas e da perspectiva de questionamentos técnicos, há quem diga que o resultado final da licitação é incerto.

No lote A, direcionado aos risers, a TechnipFMC apresentou o terceiro melhor lance, com valor final de R$ 1,077 bilhão, ficando atrás apenas dos consórcios da Empresa Construtora Brasil (Grupo Mota-Engil)/ SEA Brasil e S A Gestão, que cotaram o serviço por R$ 878 milhões e R$ 879,6 milhões, respectivamente.

Considerado sensível do ponto de vista ambiental, o megacontrato do almoxarifado submarino terá duração de cinco anos e promete ter seu desenvolvimento acompanhado de perto pelo MPF/RJ e o Ibama. O TAC firmado determina que a Petrobras retire todos os equipamentos até 31 de dezembro de 2027.

O almoxarifado submarino do lote A possui 1.117 tramos de linhas flexíveis, o que representa 83.820 m, totalizando peso de 55,6 mil toneladas. Já o lote B envolve a retirada de 15 estacas toperdo, duas estacas de sucção, 48 âncoras, uma poita, 178 amarras e quatro cabos de aço.

Que baita oportunidade de gerar empregos ! Que mundo é esse O&G !!!

Sorte aos participantes e que vença o melhor !

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